Pintas,
verrugas e sinais
A
dúvida, para o leigo, sempre existe: é
uma pinta ou um sinal? Ou é tudo a mesma
coisa? Quem responde é o médico
dermatologista da equipe do Hospital Ana Costa,
Ruy Duarte de Almeida, esclarecendo que “pinta
e sinal são, em princípio, a mesma
coisa. São aqueles de tom marrom ou preto,
que podem ser salientes, mas também podem
ser planos, e com ou sem pelos”.
Mas,
apesar dessa aparente uniformidade existe, dentro
das pintas ou sinais, alguns tipos diferentes
e que chegam a ser preocupantes, principalmente
os mais escuros. que podem degenerar para um tipo
de câncer de pele, o melanoma. “É
bom esclarecer”, adianta o médico.
“que o melanoma não vem, necessariamente,
de um sinal”. E acrescenta: “quando
uma pinta está tendo um processo de transformação,
pode apresentar modificações no
seu aspecto: pode coçar, ficar ferida,
ter um crescimento rápido e mudança
na coloração”.
Quando um quadro assim se apresenta, a providência
é procurar um médico para análise
e, se for o caso, a retirada do sinal. “A
pessoa não deve tentar se diagnosticar
e muito menos tentar remover ou tratar por conta
própria”, adverte o especialista
Ruy Duarte de Almeida. O tratamento dos sinais
é predorninantemente cirúrgico,
com anestesia local, no consultório ou
no ambulatório, sem maiores consequências.
O médico garante, ainda. que não
há risco de um sinal degenerar ao ser retirado.
“O risco pode vir por não remover
e é o médico que julga quando e
como isso deve ser feito. O importante é
estar atento, mesmo para as pintas de nascença,
pois também estas são passíveis
de degenerar”.
Importante também saber que o aparecimento
de pintas está relacionado a uma predisposição
da pessoa e, além disso, considera-se a
influência da exposição ao
sol, que pode contribuir para o surgimento ou
o aumento de sinais, mais ainda se a pele for
clara.
Cuidado,
verrugas podem ser contagiosas!
A
diferença das verrugas para os sinais é
que elas são mais ásperas, mais
claras e mais grossas, mas nem sempre a pessoa
pode fazer a distinção. Ela corre
o risco de se confundir, já que existe
mais de um tipo de verruga e algumas são
parecidas com sinais. Outra informação
que se destaca é que há uma categoria
de verruga de transmissão viral e outras,
de teor não viral (as seborréicas.
por exemplo).
Dentro das verrugas de classiicação
viral, o dermatologista Ruy Almeida chama a atenção
para o condiloma, uma verruga da área genital,
que tanto pode aparecer no homem ou na mulher
e pode ainda ser transmitida sexualmente. “Ela
exige especial cuidado na mulher, porque pode
induzir ao câncer de útero. Como
é uma verruga que não incomoda,
só é detectada no exame ginecológico.
Há vários tipos de tratamento, inclusive
a retirada”.
As verrugas do tipo viral aparecem mais nas mãos
e nos dedos e podem ser transmitidas de um local
para outro, na própria pessoa, ou de uma
pessoa para outra. Também são recomendadas
várias formas de tratamento, mas elas estão
condicionadas à avaliação
do médico. Assim como os sinais, também
as verrugas não devem ser tratadas ou removidas
por conta própria, pois pode haver sangramento
e infecção do local. Quando acontecer
de uma verruga ser arrancada acidentalmente, o
Dr. Ruy Almeida recomenda limpar a área
e procurar o serviço médico.
“De maneira geral, indica-se sempre o tratamento
das verrugas, principalmente se do tipo viral,
por causa da transmissão. Outros tipos
depende da situação”, salienta
o médico. Dentro da sua especialidade,
ele fala de uma novidade que vai dinamizar os
diagnósticos, pois está se desenvolvendo
o uso da dermatoscopia, exame feito com aparelhos
com lentes de aumento que ajudam a trazer elementos
para identificar se uma pinta degenerou para um
melanoma.
Dr.
Ruy Duarte de Almeida
Dermatolgista / Hospital Ana Costa
www.anacosta.com.br
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