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ACIDENTES
DOMÉSTICOS
Quando
pensamos nos riscos que corremos no dia-a-dia,
o que nos vem de imediato à lembrança
são os perigos das ruas, de algumas ocupações,
das intempéries. A violência urbana,
o trânsito medonho, a poluição
industrial, o meio ambiente degradado nos assustam.
Em casa, nos sentimos tranquilos, protegidos...mas
será verdade?
As estatísticas mostram uma realidade diferente:
de cada 100 acidentes atendidos nos Centros de
Informações e Atendimento Toxicológico
……. ocorrem em casa. Quando a vítima
é uma criança, esse percentual sobe
para…..por cento. Um ambiente doméstico
mal planejado e sem algumas regras básicas
de segurança pode se constituir em uma
verdadeira armadilha para os pequenos.
APENAS
A DOSE DISTINGUE O REMÉDIO DO VENENO!
Medicamentos
e produtos de limpeza devem ser mantidos em armários
altos e trancados, inacessíveis às
crianças. Até mesmo os medicamentos
mais comuns, como o ácido acetil salicílico,
podem provocar sérios danos (ou mesmo a
morte) se ingeridos em altas doses. Não
utilize medicamentos sem orientação
médica e, uma vez expirados os prazos de
validade, descarte-os sempre no vaso sanitário,
e nunca no lixo para que não sejam reaproveitados.
Mantenha sempre os rótulos dos frascos
íntegros; isto evita confundir as drogas
no momento da administração e garante
que poderão ser identificadas no caso de
um acidente.
Em
caso de ingestão excessiva ou indevida
de qualquer medicação, entre imediatamente
em contato com seu médico, com o CIATOX,
ou ainda com o resgate do Corpo de Bombeiros.
Guarde os frascos, comprimidos, bulas ou restos
de substâncias encontradas junto à
vítima: eles serão fundamentais
para identificar o agente tóxico e orientar
o tratamento.
AS
ARMADILHAS DA COZINHA
Pelo
tipo de atividade que nela se desenvolve e instrumentos
utilizados, a cozinha é um dos locais mais
perigosos da casa para as crianças. As
facas, os garfos, as chamas dos fogões
e as panelas ferventes estão entre os principais
vilões da tragédia doméstica.
Lembre-se: cozinha não é lugar de
brincar! Mantenha as crianças longe do
fogão e do armário ou gaveta de
talheres. Ao cozinhar, mantenha as panelas com
os cabos voltados para trás, e nunca para
fora do fogão. Nesta última posição,
um esbarrão seu, ou a curiosidade de uma
criança que a faça puxar o cabo,
podem resultar em sérias queimaduras. Atenção
especial deve ser dada aos cabos e alças,
que devem estar firmes, e às válvulas
das panelas de pressão. Verifique também
as válvulas dos botijões de gás,
identificando vazamentos com espuma de sabão
aplicada com uma esponja.
SURPRESAS
CHOCANTES
Para
uma criança que começa a engatinhar,
o mundo é repleto de surpresas. Tudo é
novo. E, é claro, ela vai querer saber
para que servem aqueles dois buraquinhos, um ao
lado do outro, que sempre aparecem nas paredes
numa posição perigosamente baixa.
Se voce tem crianças em casa, tape todas
as tomadas que não estejam em uso com protetores
plásticos adequados. Não sobrecarregue
as que for usar colocando vários plugues.
Tendo ou não crianças, mantenha
todos os aparelhos elétricos, e em especial
os chuveiros, aterrados corretamente, nunca conectados
ao encanamento ou torneiras (consulte um eletricista
habilitado). Não manipule equipamentos
elétricos com os pés descalços
ou com o corpo molhado.
UMA SELVA NO JARDIM
Naquela
época da vida em que uma simples roseira,
encarada de um ângulo precoce, assemelha
uma árvore e impõe respeito, o jardim
e o quintal, são as fronteiras do mundo
selvagem. E quantos venenos podem ser encontrados
ali! Comigo-ninguém-pode, saia branca,
cogumelos, taturanas….Crianças maiores
devem ser orientadas a não levar aos olhos
ou à boca, vegetais não comestíveis,
e a lavar cuidadosamente aqueles que o são.
As menores, que não podem entender estas
orientações, precisam ser vigiadas
em suas brincadeiras ao ar livre.
PELOS
CAMINHOS DO PERIGO
Hoje
há uma tendência da arquitetura a
projetar ambientes seguros e adequados a crianças
e idosos, respeitando as características
de cada idade. Mas, infelizmente, nem sempre foi
assim e poucos podem viver em ambientes projetados
com a preocupação da segurança.
Algumas
regras básicas podem tornar um ambiente
seguro: pisos devem ser regulares e não
escorregadios, especialmente nos banheiros; móveis
e paredes não devem ter cantos vivos que
possam causar ferimentos; tapetes devem ser revestidos
de tecido antiderrapante; escadas devem ter sempre
corrimão e altura uniforme entre os degraus;
janelas e terraços devem dispor de proteção
(como grades, por exemplo) contra quedas; lajes
não podem ser locais para crianças
brincarem ou empinarem pipa; tanques de lavar
roupa e pias devem ser firmemente fixados, para
que não tombem sobre a criança que
se dependure neles; barras de segurança
nos banheiros e boxes, bem como maçanetas
fáceis de abrir tanto interna quanto externamente
devem ser providenciadas em lares em que há
pessoas idosas ou com doenças que prejudicam
a locomoção ou equilíbrio.
Como
se vê, o lar doce lar nem sempre é
o ninho protetor que imaginamos. Às vezes,
quem mora lá é o perigo.
Telefones úteis:
RESGATE (BOMBEIROS): 193
Dr.
José Eduardo Dias Cardoso
Labormed Saúde Ocupacional
(reprodução
permitida desde que citados autor e entidade)
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