Artigo Médico

Sexo na Adolescência

Filho é algo importante em nossas vidas. Quando ele vem é melhor estar preparado para lhe dar sempre o melhor possível. Se você acha que ainda não está preparada para tê-los, ou se agora não é o momento ideal de sua vida, o melhor a fazer é se cuidar. Isso é o que chamamos de Planejamento Familiar. Há vários métodos para evitar uma gravidez indesejada. Para isso é importante que você os conheça e saiba como utilizá-los da maneira correta.

A escolha do método é sua e do seu parceiro. As indicações, contra-indicações, vantagens e desvantagens dos métodos você conhecerá no Serviço de Planejamento Familiar.

O Planejamento Familiar é uma das mais importantes atividades da Medicina Preventiva. Ele se caracteriza pela profilaxia da morbi-mortalidade materno-infantil.

A anticoncepção na adolescência envolve uma equipe multidisciplinar pelos vários fatores que a cercam: médico, ético, psicológico e social. Este é um tema que vem sendo bastante discutido em todo o mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a adolescência como um período que vai dos 10 aos 19 anos de idade. E esta é uma fase caracterizada por profundas transformações somáticas, físicas e psíquicas, tornando a adolescente apta à procriação.

As adolescentes de hoje alcançam a maturidade sexual mais cedo que suas mães.

Nas últimas três décadas a prática do sexo tem se difundido em todas as camadas sociais e, cada vez mais, está sendo estimulada a liberação sexual devido ao novo estilo de vida urbano, acarretando um aumento dos problemas relacionados à sexualidade do adolescente. Observou-se, então, que a primeira relação sexual está sendo cada vez mais precoce. Todavia, quanto mais cedo a adolescente inicia sua vida sexual, mais sujeita estará a uma gravidez inesperada.

O não uso dos métodos anticoncepcionais decorre do baixo nível sócio-econômico - cultural e também da ausência de informações corretas sobre os métodos disponíveis.

Nesta fase da adolescência, a atividade sexual é, geralmente, exercida sem a devida responsabilidade, aumentando a incidência de alguns problemas, como: gravidez não planejada, abortamentos provocados, doenças sexualmente transmissíveis e câncer do colo uterino.

Segundo dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, ocorreram no Brasil, no ano de 1996, quase um milhão de gestações em adolescentes, sendo que mais de 20 % destas abortaram.


Milene Mori F. Luz
EnFª Assistencial da Maternidade / Hosp. Ana Costa
www.anacosta.com.br



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