Teste
Ergométrico não é só
para doentes
A
metodologia do teste ergométrico teve seu
grande desenvolvimento a partir dos anos 50, principalmente
com a introdução da esteira rolante
e da bicicleta ergométrica. Mas foi nos
últimos anos, com o emprego de computadores
nos laboratórios de ergomtria, que teve
início urna nova era neste importante meio
de avaliação das doenças
cardiovasculares.
Graças ao este ergométrico, é
possível considerar vários aspectos
de um indivíduo, qualquer que seja a sua
idade, desde que apresente condições
suficientes para realizar um mínimo de
esforço. São indicações
para esse teste a avaliação de:
- Dor no peito.
- Alterações do eletrocardiograma
de repouso.
- Resposta cardiológica em exames periódicos
de caráter preventivo.
- Pacientes com doença coronariana, principalmente
para considerar a medicação usada
ou a cirurgia realizada.
- Pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio.
- Resposta pressão arterial a esforço,
permitindo detectar os indivíduos com maior
risco de se tornarem hipertensos, e também
os medicamentos empregados no tratamento de pacientes
hipertensos.
- Arritmias cardíacas que podem ser desencadeadas
ao esforço.
- Determinados riscos que o indivíduo pode
estar sujeito ao realizar certas funções.
Por exemplo, o mergulhador.
- Se certas doenças são incapacitantes
para o trabalho.
Para garantir uma prova com um máximo de
segurança e, conseqüentemente, um
mínimo de riscos, consideram-se como contra-indicações
absolutas determinadas condições,
como as apontadas a seguir.
- Infarto do miocárdio recente (dez primeiros
dias).
- Angina do peito instável (dores precordiais
que vêm piorando recentemente).
- Hipertensão arterial não controlada.
- Insuficiência cardíaca descompensada
(cansaço aos mínimos esforços).
- Arritmias cardíacas graves.
- Estados infecciosos agudos.
- Anemia grave.
É
importante frisar que além do emprego do
teste ergométrico como meio de diagnóstico
e dimensão das doenças cardiovasculares,
ele também é usado frequentemente
para avaliação de indivíduos
saudáveis, que pretendem realizar exercícios
físicos (principalmente após os
30 anos de idade), ou ainda para apreciação
do condicionamento físico de pessoas que
fazem exercícios regularmente.
Assim, pode-se determinar o consumo máximo
de oxigênio em pessoas sadias e prescrever
os exercícios de forma dosada, respeitando
os limites individuais. Dispondo desses dados
os testes poderão ser repetidos futuramente
e, avaliando a resposta ao exercício, estabelecer
comparações. Concluindo, vale destacar
que, por ser um exame não invasivo, ele
pode ser repetido sempre que houver necessidade,
tanto para o diagnóstico, controle e avaliação
do doente como de indivíduos hígidos.
Dr.
Dirceu Calió Rolino
Cardiotogista / Hospital Ana Costa
www.anacosta.com.br
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